Atualidade

As cerejas do bolo

Investimentos em áreas de lazer valorizam de 20% a 30% os imóveis e são motivos de orgulho e satisfação para os moradores.

 

De áreas comuns de lazer o Condomínio Varandas do Atlântico, na Barra da Tijuca,
entende. Com três prédios de cinco andares cada, os espaços para usufruto dos moradores
incluem jardins bem cuidados, academia, salão de festas, home theather, sala de jogos de
adulto, sala de jogos infantil, piscinas, sala de hidromassagem, saunas, parquinho,
churrasqueira e quadra de esportes, além de vários cantinhos aprazíveis, como a praça do
chafariz.
A procura por imóveis no Condomínio é constante. Muitos dos interessados são atraídos pelas
amplas varandas e pelo espaço interno livre. Todos os apartamentos são de quatro quartos, o
que valoriza muito o ambiente social. Ao entrar no condomínio, todos são conquistados pelas
áreas comuns, o que é motivo de orgulho. O empreendimento, de 1997, apresenta-se muito
bem cuidado, em decorrência dos investimentos constantes para pequenas correções,
atualização e demais melhorias especialmente nas áreas de lazer. Esse resultado é fruto da
participação dos moradores nos cuidados com o bem comum.
Além das equipes de jardinagem, da faxina, da manutenção, de portaria, membros dos conselhos fiscal e
de obras, subsíndica e síndico, todos os moradores estão sempre atentos aos detalhes, para que as áreas
estejam sempre impecáveis. Segundo a administração do condomínio, o Varandas do Atlântico é um
empreendimento que exige trabalho em equipe e aqui temos a sorte de ter uma vida mais comunitária e
todos usufruem de modo vigilante. O resultado não poderia ser diferente. É um investimento que traz
muito retorno pessoal e financeiro.
No Condomínio Daniel Maclise, no Cosme Velho, depois de ter os imóveis valorizados em
torno de 30% resultado dos investimentos em uma churrasqueira que mais parece um
restaurante de alto padrão, o síndico Luiz Afonso Filho ouviu o pedido de uma mãe e uma avó
para investir na criação de um local coberto para o lazer das crianças, aproveitando uma área
de 160 metros quadrados e quase sem uso. Assim surgiu o espaço multiuso, dividido em Sala
de Vídeo, Sala da Jogos e Brinquedoteca, com o mesmo capricho da obra anterior, muito
trabalho e utilizando apenas recursos do fundo de reserva. Foram oito reuniões com os
moradores para entenderem o objetivo e terem uma ideia melhor do projeto pronto, mais quatro
assembleias para aprovação de todos os detalhes. “O local estava do mesmo jeito que foi
entregue pela construtora e partimos do zero. Licitamos e fechamos com um escritório de
arquitetura o projeto executivo, mas não uma solução digital em 3D, que permitiria verem como
ficaria. Isto elevaria o custo e optei por explicar pessoalmente”, conta.
Foi assim que ele mesmo, engenheiro experiente, levou os moradores a entender o projeto.
Também contratou as diversas mãos de obras específicas para a execução de cada um dos
trabalhos, além de realizar o acompanhamento total deste empreendimento.
Para a escolha de materiais, equipamentos e mobiliário contou com a participação de uma
condômina arquiteta.
No final, o que era apenas um vão no térreo virou um espaço que, permitindo a visão externa e
vice versa é coberto, colorido, confortável e cheio de atrativos para todas as faixas etárias. A
Sala de Vídeo, com tratamento acústico, SmartTV 75′, uma arquibancada em três níveis com
12 poltronas, com espaço para mais, a Sala de Jogos com mesas de pingue-pongue, sinuca,
pebolim, carteado e a Brinquedoteca, com estante de livros e brinquedos, mesinha infantil,
piscina de bolas e piso emborrachado, tudo muito lúdico e colorido, com vista para o jardim,
além de iluminação e ventilação garantidas. Orçada em 120 mil, tudo foi pago com recursos do
fundo de reserva.

“Em seis meses, estava tudo pronto e a inauguração foi na última semana de julho, com
presença maciça dos moradores, especialmente dos jovens e das crianças”, comemora o
síndico. A expectativa agora é de uma valorização ainda maior dos imóveis.
No Leblon Double Service, no Leblon, um residencial com serviços, as áreas comuns foram
construídas para oferecer mais comodidade aos moradores. Mas, a síndica Rosane Maria
Assef Fowler vem investindo para oferecer mais e melhores opções de lazer, fazendo deste
outro diferencial para o edifício. Depois de reformar a área da piscina, já colhe os frutos de ter
mudado a sala de ginástica para um local mais amplo, transformando-a em uma verdadeira
academia.
A resposta foi rápida, tanto que a síndica já mobiliza a coletividade para estabelecerem regras
para o uso, possivelmente, vetando o acesso a não moradores. É que muitos deixaram as
academias que frequentavam para fazer suas atividades físicas no prédio e já há casos de
moradores que trazem visitantes para o espaço. “A prioridade precisa ser do morador. São os
mais jovens que trazem seu personal, ou os mais velhos que veem com seu fisioterapeuta para
fazer o seu tratamento com mais conforto, e é importante que possam usufruir de sua área de
lazer com qualidade”, diz Rosane, que pensa também em regras para que limpem os
equipamentos depois de usar. “Isto é comum nas academias e importante, pois se tivermos
que contratar só para fazer isto, ficaremos com um custo maior”. A academia do Leblon Double
Service já oferece flanela e borrifador com produto de limpeza para os usuários. “Falta a
conscientização”, reforça.
A preocupação não é sem motivo, pois tudo foi feito utilizando-se recursos oriundos de economias
alcançadas com a adoção de lâmpadas led e a recuperação de inadimplências. Parte dos equipamentos
antigos, mas em bom estado, também foram aproveitados. A sala de reunião, ampla e arejada, mas
subutilizada, foi a opção, pois não exigiria maiores investimentos. Ganhou, porém, decoração e aparelhos
novos. Janelões permitem economizar em ar-condicionado no inverno. Mas o maior atrativo são mesmo
os novos aparelhos, modernos para uma academia de porte standard. Um morador que é dono de
academia ajudou na escolha e tudo foi negociado pelo gerente do Condomínio, que conseguiu
financiamento para 24 meses, com manutenção incluída. “Estamos no bairro com o metro quadrado mais
caro do Rio e em um edifício com potencial para oferecer muito mais. Há muitas ideias, como incluir uma
sauna seca e uma hidromassagem na área da piscina e transformar a cozinha que atende o salão de festas
em um espaço gourmet, por exemplo, mas estamos ouvindo os moradores e, especialmente, tendo a
cautela de investir para ter maior valorização, mas sem onerar as cotas”, completa.