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Ideias para combater o Aedes aegypt nos condomínios

Campanhas internas melhoram relacionamento e são importantes ferramentas para a sua gestão Ainda é cedo para medir resultados, mas a expectativa é a de que condôminos, seus empregados e equipe do Condomínio Flamengo Park Towers contribuam efetivamente para o combate ao mosquito Aedes aegypt e a prevenção da dengue, da zika e da chikungunya. É que a administração está fazendo uma campanha interna que mobiliza a todos para participar das ações de prevenção. O Condomínio também faz o mesmo para incrementar e consolidar a realização da coleta seletiva e, assim, atender corretamento a legislação de descarte dos resíduos sólidos que determina que empresas e condomínios, deem destinação correta a seus resíduos. “A lei veio nos ajudar, pois quando se pensava em coleta seletiva logo vinha a mente aquela fileira de contentores coloridos que as pessoas tinham dificuldade de identificar e acabavam jogando o resíduo em qualquer uma delas. Com a nova legislação temos o saco preto e o azul, o que é reciclável e o que não é. Simplificou muito, mas para que realmente funcione, é preciso conscientizar, incentivar e mobilizar as pessoas. Uma mudança de comportamento exige uma reeducação e é nisto que trabalhamos”, afirma Carlos Kronemberger, Gerente Predial do Condomínio. O processo foi dividido em três etapas: diagnóstico, projeto executivo e implantação e este último incluiu um trabalho de educação continuada, que inclui palestras, comunicados e ações de conscientização para condôminos e funcionários nas quais são orientados a separarem o material em recicláveis e rejeitos. Parte importante do processo foi criar grupos gestores para dar continuidade aos projetos. Formados por funcionários dos condôminos e prestadores de serviços ligados à administração, eles têm como objetivo a constante conscientização de todos, inclusive visitantes, realizando visitas periódicas às salas e a distribuição de material informativo. “Para a coleta seletiva, os resíduos devem ser separados dento das salas e é importante que a campanha atinja o público certo. Quem lida diretamente com a coleta seletiva são os funcionários das empresas, como as secretárias de consultórios médicos e dentários, que lidam com material infectante o tempo todo. É fundamental que esses profissionais estejam bem orientados e que saibam como separar corretamente seus resíduos”, explica Elias José de Souza, gestor responsável pelo comitê formado por oito funcionários de todas as áreas, inclusive os terceirizados. Os eletro-eletrônicos não são recolhidos pelo condomínio e tiveram uma campanha específica, na qual todos os condôminos puderam zerar esses materiais. Ao todo, o Condomínio descarta, em médio, 1 tonelada de material reciclável por mês. “Tínhamos uma ideia, a lei, a nossa vontade e a dos condôminos. Mas isto não bastava. Foi a partir da contratação de uma ONG especializada neste tipo de ação que foi feita toda a campanha, porque o funcionário tem que saber porque aquilo está sendo feito, entender que estamos cumprindo com uma responsabilidade social e ambiental. Sem isto nenhuma coleta seletiva é bem-sucedida”, completa Kronemberger. Xô Zika! Já o outro grupo gestor do Flamengo Park Towers foca suas ações no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, adaptando e adequando a campanha “Xô Zika”, do Ministério e da Secretaria Estadual de Saúde ao edifício. A ação principal é a de identificar focos de criadouro no prédio e foi precedida da distribuição de cartilhas e informativos para os funcionários e visitantes, que, com isso, podem identificar um foco e notificar à administração. Na campanha interna foram utilizados todos os meios de comunicação disponíveis no Flamengo Park Towers, com material impresso, na TV corporativa, no site, através de Newsletter via e-mail e nos elevadores. Criou ainda botons para todos os integrantes do comitê gestor. “Sabemos que o Rio está em uma área critica, temos funcionários com afastamento por doenças transmitidas pelo mosquito e pensamos o que poderíamos fazer. Além de criar o comitê gestor, passamos a conscientizar as pessoas, buscando informação técnica, pois engana-se quem pensa que em um prédio da Zona Sul não tem criadouro”, argumenta Kronemberger, que contatou a Secretaria Estadual de Saúde pedindo ajuda. Com isto, o Condomínio pode apresentar em seu auditório, para todos os interessados, uma palestra ministrada por técnicos da Divisão de Controle de Vetores, órgão que faz parte da Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, que trouxe com ele ainda um técnico do Ministério da Saúde. “Foi uma oportunidade de conhecer dados da epidemia das três doenças e também sobre a campanha “10 minutos Salvam Vidas”, que indica medidas necessárias para eliminar os possíveis criadouros do mosquito”, conta. Uma iniciativa elogiada por incentivar os funcionários a serem multiplicadores, levando informações importantes para sua residência, familiares e amigos. “Eles enalteceram o nosso trabalho dizendo que se todos tivessem essa iniciativa os índices diminuiriam bastante”, conta Elias. Os técnicos ainda percorreram todo o edifício junto com o comitê gestor auxiliando na compreensão de como encontrar criadouros. “Nós estamos fazendo a nossa parte. E qualquer um pode fazer o mesmo. Basta ligar para a Secretaria, pois a palestra é gratuita”, afirma Kronemberger. Baixo custo para grandes resultados O gerente predial ressalta que as campanhas têm custo baixo e alcançam grande resultado, podendo ser mais exploradas, especialmente quando o objetivo é conscientizar e mobilizar a boa vontade de todos para que uma ação dê certo. “O fato de só haver comunicação nas assembleias, que já é tida como reunião chata e que só acontece quando há um problema, dificulta. Não pode ficar só nisso”, diz. Kronemberger também destaca a mudança no comportamento das pessoas que sentem orgulho de participar de algo importante e para o bem de todos. “Há mais comunicação e integração entre eles, as pessoas passam a criar laços, melhorar as relações e o trabalho flui melhor”, afirma. Para dimensionar o alcance e os resultados que podem ser atingidos pelas campanhas, basta vez o que está conseguindo o Condomínio Sunprime, na Barra da Tijuca, junto com os funcionários terceirizados e os empregados dos condôminos. Tudo começou com um desabafo da gerente predial Eliana Amaral em uma conversa de elevador com a moradora, Maria Elizabeth Gouvêa Arouca, Professora de Língua Portuguesa, Psicóloga, pós-graduada em psicanálise e psicopedagogia. Ela estava angustiada por não saber como ajudar a uma empregada da equipe da limpeza e conservação com dificuldades para abrir uma conta bancária por ser analfabeta. Ambas acabaram dando início a um belíssimo projeto que está alfabetizando em língua portuguesa e inglesa, 15 adultos. A turma inteira, que começou com apenas dois funcionários da equipe de conservação e limpeza e foi ganhando adesão, com três meses de aulas já estava lendo e escrevendo. Diferenciado em tudo, já no final permitirá que realizem uma prova que os certificará, dando a eles, além do conhecimento, documento oficial de alfabetização. A moradora já atuava como professora, psicóloga e psicopedagoga, e pesquisou um método que permitisse usar a função do psicanalista. Para além de alfabetizar, objetivava permitir aos alunos trocar experiências, ampliar conhecimentos e pontos de vista sobre emoções, atenta à promoção de inclusão social e à diversidade cultural. “A maioria teve histórias de vida que foram empecilhos para a aprendizagem. Me emociono, pois estão lendo e escrevendo e, aos poucos, mudando o sentido da vida”, diz, acrescentando que escolheu um método que já tinha utilizado com sucesso em outro projeto de Alfabetização de Adultos. Sérgio Henrique Monteiro, síndico na época, apoiou completamente a sugestão da então funcionária Eliana Amaral, e em parceria com a moradora montaram o projeto, ampliando-o aos terceirizados e às funcionárias domésticas. Ele também permitiu o uso do salão de festas para as aulas e ofereceu a colaboração total do condomínio. “Ele frisou que fazia questão que fosse um projeto com continuidade e seriedade, sabedor de que traria benefícios a estas pessoas. Inclusive, profissionalmente, pois certamente atuarão de outra forma alfabetizadas”, conta. O projeto tomou corpo, ganhou logo e nome “Viver e Construir um novo olhar para o mundo”, e hoje têm até uniformes. A opção de acrescentar a língua inglesa, ao curso de alfabetização, veio da compreensão da professora de que para ampliar a visão de mundo é preciso ir além da língua portuguesa. Neste segundo bimestre, foram incluídas ainda as disciplinas de matemática, história e geografia, como cultura geral. Campanha boca a boca evoluiu para as redes sociais Para começar, a gerente predial falou com cada um dos moradores, apresentando a ideia e perguntando se não conheciam alguém que tivesse a necessidade e quisesse ser alfabetizado. “A campanha foi toda pessoal e a mobilização foi imediata. Desde a administração até os moradores, todos se engajaram, pois o encorajamento e incentivo foi importante para trazer os alunos”, conta Eliana. A partir do conhecimento de todos, a ação foi apresentada em assembleia, teve a aprovação dos condôminos e consta, inclusive, em Ata. A babá Débora Monteiro é um exemplo de que sem o engajamento de todos os resultados alcançados não seriam o mesmo. “Comecei a trabalhar com 11 anos no Mato Grosso. Hoje, babá da segunda geração da mesma família, tive esta oportunidade que me deixa muito feliz porque é a realização de um sonho. Mas ele só está sendo possível com ajuda e a compreensão dos patrões, pois preciso trazer a criança que cuido para não perder as aulas”, conta. Entre os alunos, o entusiasmo é grande: “Eu já sabia ler e escrever, mas trocava letras e falava errado. Sentia dificuldades e hoje encaro como desafio a superar. Até os meus filhos me veem de modo diferente. Está todo mundo feliz e aqui tem gente que ainda vai encarar uma faculdade. Esperem para ver”, garante a aluna Marta Ghedim. “Eu também estou diferente com as pessoas e estou até ensinando o filho do patrão, porque ele estudou, mas às vezes é muito grosseiro. Digo que não é assim que se fala com as pessoas e ele entende e já me vê de outra forma. Todos estamos ficando melhor”, afirma Conceição Veloso. Mais recentemente, a turma ganhou uma página no Facebook e passou a ter vídeos das aulas acessíveis no youtube,com o nome, Projeto Viver e Construir um Novo Olhar para o Mundo, que podem ser vistos em: https://www.youtube.com/watch?v=lBFYc_jyGsc. Para replicar em seu condomínio Você sabia que com apenas 10 minutos por semana você pode afastar o perigo da dengue, chikungunya e zika? Confira o por quê e saiba como participar, utilizando gratuitamente o material completo disponibilizado pela Secretaria Estadual de Saúde e aproveite a planilha com os criadouros mais comuns em: http://riocontradengue.rj.gov.br/zika/site/conteudo/

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Um Novo Rio

O legado das Olimpíadas Rio 2016 e a participação dos condomínios “Não existe esforço maior de logística em tempo de paz do que aquele exigido para uma olimpíada”. O comentário de Leonardo Maciel, diretor de Operações da Cidade, deixa claro o envolvimento necessário de todo carioca para que os Jogos Olímpicos Rio 2016 sejam um sucesso. Todas as cidades que sediaram as Olimpíadas passaram por transformações e tiveram forte impacto em sua rotina. E o fato desta ser a primeira cidade da América Latina a recebê-lo dá uma pista do quanto é mais difícil para nós. Então, não. Não será como aconteceu em Atlanta, nos EUA, nem em Sidney, na Austrália, ou em Barcelona, na Espanha. Superando dificuldades estruturais e de administração pública, será realizado no Rio com o que pudermos fazer de melhor. A exemplo do que o mundo já pode ver, do Carnaval Carioca, do Reveillon ou da Jornada da Juventude, este evento também será tanto melhor quanto maior for a participação da população. Se os maiores transtornos começam a ficar para trás conforme as obras estão sendo entregues, já a partir de julho, os cariocas verão a diminuição do volume de caminhões e equipamentos circulando, obras e serviços de reparo em vias públicas e obras emergenciais e de manutenção nas edificações em geral, sendo proibidas. Com um mês, pelo menos, de antecedência, haverá a redução do número de vagas e a proibição de estacionamento em vários pontos, além da restrição de carga e descarga. E isto mesmo para os serviços básicos, como os de coleta de lixo domiciliar. “Os Jogos acontecerão em áreas densamente habitadas e nada disso poderá ser evitado. É por isso que, por exemplo, os caminhões da Comlurb terão um esquema especial para toda a cidade e mais restrito ainda para o entorno das arenas. Será preciso replanejar uma série de operações para reduzir o impacto, e nos adaptar”, adianta Leonardo Maciel. Para toda a população, a orientação é para a redução de 40% dos deslocamentos na cidade. As férias escolares foram replanejadas, assim como as empresas receberam a recomendação de escalonar horários, colocar seus funcionários em férias coletivas ou trabalhando em casa. A organização do evento também pede que incentivem o uso de bicicletas, de caronas e do transporte público para se locomoverem. “Este é um projeto de cidade, se o cidadão não participar, fracassaremos e isto é o que não queremos”, afirma. E tudo está sendo feito para minimizar os impactos. Foram criadas faixas olímpicas e o Cartão de Transporte Olímpico. Uma medida que se repete em todas as cidades que sediam os Jogos desde as Olimpíadas de Atlanta, quando a inexistência de vias dedicadas fez com que vários atletas, árbitros e técnicos chegassem atrasados às competições. Serão implantadas três modalidades – faixas olímpicas dedicadas, prioritárias e compartilhadas. Algumas experiências, já começam em abril, para dar tempo de avaliar e promover ajustes. Síndicos experientes estão otimistas “Grandes eventos são, no final, benéficos. Antes do Rock in Rio, isto aqui era um pântano. E olha o que temos hoje”, estima Xisto Mattos, Presidente da Conselho Comunitário do Condomínio Rio 2 – AMORIO2, onde 18 mil pessoas já adquiriram experiência com grandes eventos. É por isso que ele diz não estar nem um pouco preocupado com o Rio 2016, apesar de estar localizado em um dos principais centros nervosos dos Jogos. “Estamos em contato constante com o subprefeito da região, temos buscado orientações junto à secretaria de transportes, mas estamos tranquilos. Os obstáculos são criados para quem não é morador”, afirma, destacando ainda o aumento da segurança do entorno no período. “São épocas que temos toda a atenção e tratamento vip”, brinca Mattos. Mas a administração está fazendo a sua parte e já programou campanhas de orientação aos moradores. “A nossa função social é a de contribuir com o poder publico. Somos 41 prédios, uma frota de veículos expressiva e temos consciência de nosso papel. Durante os Jogos Panamericanos, por exemplo, fizemos até rodízio de carros, como é feito em São Paulo, mas isto não implicou em qualquer problema. O trabalho maior ficou por conta de conscientizar para que não utilizem as credenciais para terceiros, para nossa própria segurança. E isto já estamos fazendo também para as Olimpíadas”, adianta. Outro que também tem grande experiência com grandes eventos no entorno é o síndico José Carvalho, do Condomínio do Edifício Ribeiro Moreira, na esquina da Praça do Lido com Avenida Atlântica, em Copacabana. “Pela projeção que a cidade terá, temos que somar. Cria certos transtornos? Cria. Mas os benefícios são maiores”, afirma. Para Carvalho, o Rio foi muito beneficiado ao ser eleita a cidade sede, a despeito do que muitos pensam. “Em 2010 eram 19 mil quartos, para os Jogos teremos quase 43 mil. É um fator impulsionador”, diz. O síndico cobra ações do dia a dia, destacando a área do Porto, antes muito degradada porque esquecida pelo poder público. “Se as manutenções necessárias forem feitas, já faremos bonito”, afirma. Ele lembra o caso de uma tampa de bueiro que levou meses para ser trocada em plano calçadão da Avenida Atlântica, bem perto do Copacabana Palace. Ou ainda uma instalação de água pluvial entupida, vazando água com cheiro ruim também nas imediações. “O maior benefício será se conseguirmos encantar o mundo, pois de nada adianta ter uma casa bonita, cobiçada para visitação, se o dono tratar mal os visitantes. E, é claro, tudo tem que funcionar o tempo todo e não só para os turistas. Este sim é o impacto que esperamos ver”, completa. Esta é a mesma expectativa de Adonai Carneiro, Coordenador Técnico e Patrimonial do Centro Empresarial Internacional Rio – RB1, na Avenida Rio Branco, número 1, que viu surgir, “de camarote”, o Porto Maravilha, que engloba a nova Praça Mauá, o próprio Porto, o MAR e o Museu do Amanhã, além da abertura de vias e túneis e o VLT. “O grande volume de obras realizadas tanto no entorno como em toda a região central da Cidade, tem dificultado o acesso dos usuários, exigindo da administração manter contato permanente com a Concessionária para obter informações sobre eventuais mudanças e interrupções no trânsito, para divulgarmos previamente nos diversos canais de comunicação que dispomos”, detalha Carneiro. A área receberá uma circulação ainda maior de pessoas ao longo dos Jogos por conta do Pólo do Amanhã, que será montado no local para a realização de shows, transmissão das competições e queima de fogos. Mas o condomínio está preparado. “Desde a abertura do MAR, ainda com a Praça bloqueada, a frequência de pessoas vem aumentando em quantidade e qualidade. Há mais estudantes e jovens, além de turistas nacionais e estrangeiros. Como a inauguração da Nova Praça Mauá e do Museu do Amanhã coincidiram com as férias escolares, observamos um fluxo sem precedentes de pessoas, o que alterou a rotina do prédio, especialmente quanto à segurança e ao estacionamento. Então, estamos nos adaptando aos poucos”, conta, acrescentando que o Edifício foi criado por investidores que acreditaram na revitalização do local. “Temos as melhores expectativas. O maior legado será, finalmente, estar inseridos no contexto para o qual o RB1 foi idealizado”, comemora, ensejando apenas que os cidadãos se “apoderem” das novas áreas, usando devidamente e zelando por elas. “Isso será determinante para que, de fato, fiquem como legado para a população”, completa. Legado de peso Para se tornar a primeira cidade olímpica da América do Sul e fazer bonito entre os dias 5 agosto e 18 de setembro – quando começam as Olimpíadas e terminam as Paralimpíadas –, o Rio passa por uma renovação urbana, como há décadas não se via. Pesados investimentos para além da construção de centros esportivos foram feitos também em mobilidade, meio ambiente, reformas e desenvolvimento social. Barra da Tijuca, Deodoro, Maracanã e Copacabana, receberão competições que ocuparão 32 arenas. Muitas das áreas de entorno destes locais, e acessos, passaram por alguma intervenção. Há desde a construção de uma via que atravessa a principal avenida do centro da cidade e vai até o Santos Dumont, a projetos de transporte que incluem rotas expressas de ônibus e uma nova linha de metrô, as obras de drenagem para o controle de enchentes, pavimentação de calçadas, ampliação da acessibilidade e iluminação pública com eficiência energética. Uma reforma urbana de grandes proporções que, sem as Olimpíadas, não veríamos. O item mobilidade, que é o que mais afeta o carioca, teve mudanças estruturais como implantação de sistema integrado de transporte, ampliação de avenidas, construção de viadutos e modernização do controle de tráfego. Ganhou um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que será integrado a outros meios de transporte, como metrô, trens, barcas, BRT, redes de ônibus convencionais e o teleférico da Providência. O BRT Transolímpica, entre a Barra e Deodoro, reduzirá o percurso entre os dois pontos em 54%, beneficiando 70 mil passageiros por dia. Com 26 km de extensão (sendo 13 km somente de Via Expressa) e 17 estações. Terá ligação com a Transcarioca, em Curicica, e com a Transoeste, no Recreio dos Bandeirantes, além de ser integrado aos trens da SuperVia, em Deodoro, ainda com conexão Magalhães Bastos – Deodoro. A prefeitura também inclui na lista o BRT Transoeste, inaugurado em junho de 2012, hoje já saturado, mas com promessa de melhorias como a sua integração com a linha 4 do metrô. Outro legado importante é a duplicação do Elevado do Joá, com 5 km de extensão, o que aumentará em 35% a sua capacidade viária. O Elevado também ganhou uma ciclovia, cujo cenário por si só faz dela uma das mais bonitas do mundo. A subprefeitura da Barra relaciona a reabilitação ambiental da Bacia de Jacarepaguá, o que inclui a recuperação do Rio Papagaio, no Anil, que tornou possível a criação de uma área de lazer pública, beneficiando cerca de 350 mil moradores ao possibilitar reduzir as enchentes na região, e o saneamento da Bacia do Rio Marangá, que deverá ter sua primeira fase concluída em agosto, beneficiando com serviços de coleta e tratamento de esgoto, uma área que corresponde a 11 sub-bacias de esgotamento e inclui os bairros de Deodoro, Vila Militar, Magalhães Bastos, Realengo, Padre Miguel, Bangú e Senador Camará, com 232 mil moradores nos diversos bairros da região. Para a Região da grande Tijuca, o maior legado é o controle de enchentes que contempla a construção de cinco reservatórios subterrâneos para acúmulo de água, visando o amortecimento de vazões e o desvio do curso do Rio Joana, com o objetivo de fazer com que parte das águas tenha deságue independente, diretamente na Baía de Guanabara, sem sobrecarregar o Canal do Mangue. Há ainda os cuidados com o entorno do Estádio Olímpico João Havelange, com a criação da Praça do Trem, uma área de lazer com 35 mil metros quadrados, e a reurbanização das ruas próximas ao Estádio Olímpico e a execução do Programa Bairro Maravilha em 34 ruas da região. Estas melhorias garantiram às calçadas acessibilidade para pessoas com deficiência. A área ganhou também uma ciclovia com 2 km de extensão. A prefeitura destaca ainda que, após os Jogos Rio 2016, as estruturas esportivas, as criadas e as revitalizadas, passarão a compor a Rede Nacional de Treinamento que o Ministério do Esporte está estruturando em todo o país e constitui o maior programa de requalificação da infraestrutura esportiva do Brasil em mais de 50 anos. A Arena do Futuro será desmontada e transformada em quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos. Três ficarão na região da Barra e Jacarepaguá e uma, em São Cristóvão. O Parque Aquático será dividido em dois centros de natação e o Parque Olímpico de Deodoro ficará aberto ao público. Um espaço de lazer para 1,5 milhão de pessoas. Há a ciclovia que se estende por toda a orla e ainda a transformação da região portuária, que ganhou vida nova com o Museu do Amanhã, uma praça ampla, avenidas largas e quatro túneis, incluindo o maior túnel urbano rodoviário da cidade, o Túnel da Via Expressa, com 3 km de extensão, dentro da Via Expressa, que terá […]

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Para Minimizar Impactos

– Leonardo Maciel, diretor de Operações da Cidade Empresa Olímpica Municipal se reunirá com síndicos O impacto poderá ser maior ou menor, mas será por um curto período. É desta forma que o diretor de Operações da Cidade, Leonardo Maciel, responsável por fazer com que tudo funcione da melhor forma possível durante as Olimpíadas Rio 2016, está chamando à participação todos os cariocas e, em especial, os síndicos. “Ninguém entende mais de crise que os síndicos e estamos cientes de que são parceiros fundamentais nos esforços necessários para que não fracassemos na organização dos Jogos”. O diretor de operações fala aos síndicos sobre que esforços são esses e adianta o convite para uma reunião em que complementará orientações importantes para quem administra condomínio. Ele transmite as informações anunciadas até o fechamento desta edição da revista, mas pede que todos fiquem atentos a alterações e novidades que serão comunicadas mais próximo aos Jogos ou até durante o evento. Lowndes Report – Como os condomínios que ficam no entorno dos locais das competições devem se preparar para o período dos Jogos Olímpicos? Leonardo Maciel – Os Jogos Olímpicos terão impacto em toda a cidade e as rotinas sofrerão alterações em todos os setores. Para os condomínios, em especial, é importante que repensem escala de trabalho e de férias, antecipem ou adiem execução de obras e alterem os horários de algumas atividades, como a de colocação dos latões de lixo para a coleta dos caminhões da Comlurb. Estamos estudando as rotas e horários e comunicaremos à população mais adiante. LR – Mesmo obras emergenciais e de manutenção estão sendo desaconselhadas. É isso mesmo? Leonardo Maciel – Desde o ano passado, vimos alertando até mesmo sobre o lançamento de imóveis e o retrofit em prédios já a partir de julho, quando o movimento para mobiliar a Vila dos Atletas e os novos hotéis da cidade se somará à chegada das primeiras delegações para treino e aclimatação das equipes, impactando sensivelmente o trânsito. Será um período com restrição para o trânsito de caminhões e de serviços de carga e descarga, com ruas sendo fechadas ou tendo acesso somente a quem for credenciado. Haverá restrições no horário das entregas – que serão liberadas apenas das 21h às 6h. E, mesmo assim, dependendo do lugar. Isto dá uma ideia do porque é essencial que evitemos ao máximo qualquer intervenção que venha a tornar ainda mais difícil o ordenamento da cidade e o fluxo de trânsito. LR – Como está sendo feita a divulgação destas informações e como os síndicos poderão se manter informados? Leonardo Maciel – Desde o Encontro de Síndicos, realizado pela ABADI, em agosto de 2015, quando estivemos presentes, apresentando o Plano Operacional do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos 2016, temos destacado que este público é muito importante. Por enquanto, estamos divulgando via grande mídia, mas nos reuniremos, em data a ser acertada mais à frente, com os administradores e síndicos de condomínios, para transmitirmos todas as informações necessárias. É fundamental que estejam atentos às notícias que veem sendo divulgadas pelos órgãos de imprensa, pois alterações poderão acontecer até mesmo no dia das competições. Através dos meios de comunicação, através do nosso site e ainda através da mídia especializada, como esta publicação ou o site desta administradora. Agradecemos todos os que ajudarem a que o evento transcorra com tranquilidade.

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Eficiência Energética – Acenda essa ideia!

O País acordou para a questão energética, sacudido pelas questões climáticas que afetaram o custo, já alto, de produção de energia. Com isto crescem as possibilidades, inclusive a de fomento para a adoção de soluções que ajudem a reduzir o consumo. A conta de luz, que pesa nas despesas condominiais, agora tem a seu favor algumas soluções. Fernando Freitas é consultor de eficiência energética, atuando com projetos de redução de custos e reenquadramento tarifário e diz que não faltam soluções possíveis. “O tema tornou-se tão importante que já há financiamento para isto. E, com ele, não é preciso sequer meter a mão no bolso. A redução da conta garante recursos para pagar as parcelas e ainda sobra dinheiro. E, além da economia, o condomínio ganha em facilidade de manutenção, conforto visual e segurança”, afirma. O especialista dá como exemplo um condomínio resort, de 600 unidades, na Barra da Tijuca, cujo projeto resultou em uma economia de 50% do custo da energia elétrica gasta com iluminação na área comum. Dos 193 mil reais pagos mensalmente com energia elétrica, 40%, ou seja, R$ 77.200,00 eram gastos com iluminação. Após atualização do sistema de iluminação para led, onde foram substituídas 4.155 lâmpadas, o condomínio obteve uma economia de 50% na quantidade de KW gastos mensalmente, representando uma redução de R$ 38.000,00 mês. “O custo deste projeto foi de 540 mil, contratado por 36 meses, ao custo de 23 mil por parcela. A primeira parcela já foi paga com a economia, uma vez que a cobrança só é iniciada após o término da implantação, e o condomínio ficou com 15 mil a mais, por mês, em caixa”, detalha. Quem conhece bem o resultado da adoção de um projeto de eficiência energética é o síndico Iberê César da Silva, do Edifício Golfo do México, também na Barra da Tijuca. Em 2015, ele conquistou uma economia de 30% na conta de luz. “Para se ter uma ideia, o consumo anterior às ações foi de 19.964 kw, no mês seguinte já foi de 12.240 Kw. E isto sem precisar mexer no caixa do condomínio, pois o investimento se paga sozinho. E mais, com o projeto de eficiência energética, as lâmpadas não trazem apenas economia, há um estudo para o local e para as lâmpadas mais adequadas, garantindo melhor iluminação, com menos equipamentos”, comemora. Só na área da garagem, que é para 360 carros, onde havia 320 lâmpadas comuns, passou-se a 160 de led, e com maior luminosidade. O condomínio financiou em 36 vezes e, mesmo pagando as prestações, ainda fica com 2 mil em caixa. “Tivemos uma economia real de 5 mil. Com uma conta em R$ 1.800,00, e mesmo com o custo da bandeira vermelha posterior ao investimento, de R$ 1.200,00, ainda ficamos com um bom recurso para investir em outras áreas. Sem contar que, se neste período alguma lâmpada queimar, eles fazem a troca. Por três anos não precisaremos nos preocupar com isto”, completa. Estudo permite solução mais adequada A satisfação do síndico é melhor detalhada pelo consultor. “É uma solução baseada em estudo minucioso. São contados todos os pontos de luz, tempo que cada um fica aceso, horários de pico, número de moradores e mensurado o custo referente a apenas o item iluminação no consumo geral de energia. A partir daí, é feito um pré-diagnóstico que apontará a sua viabilidade e ganhos reais”, explica, acrescentando que nenhum contrato é feito no escuro e o condomínio sabe, de antemão, o percentual de economia que alcançará, antes de contratar o projeto. O especialista cita outro exemplo, de um condomínio que tinha 183 postes e estes puderam ser reduzidos para 12 de outro formato, com uma queda do número de lâmpadas de 400 para 60. “A melhor iluminação no local ofereceu maior segurança e os moradores passaram a aproveitar mais a área de lazer, mesmo à noite”, conta. O projeto, que pode envolver todos os itens que compõem as despesas com energia, também inclui um estudo da conta propriamente dita. “Muitas vezes, há, ao longo do tempo, cobranças indevidas que podem ser corrigidas e resgatadas. Acabamos de receber de nosso parceiro jurídico a notícia de mais um condomínio que foi chamado pela Light para um acordo. Ele receberá 500 mil, valor muito significativo para qualquer condomínio”, conta. Freitas acredita que algo em torno de 50% dos usuários deve ter direito a ressarcimentos, seja por enquadramentos ou classificações, entre outros erros cometidos em suas contas. Os maiores vilões da conta de luz Em condomínios, o maior vilão da conta de luz é a iluminação, representando entre 40% e 50% da despesa total com o item. Depois veem as bombas, com 30% em média, e o terceiro são os elevadores. Para o primeiro, a solução mais eficaz é a substituição das lâmpadas comuns pela Led, que garante uma economia de até 60%. Para as bombas, é necessário um estudo para uma adequação e automação eficazes dos equipamentos. Freitas conta que em um condomínio verificou-se que a bomba era acionada, em média, 180 vezes por dia. “Eram 180 picos de energia, fora os desgastes que isto causa às bombas”, destaca. Ele explica que os edifícios são entregues com uma ligação simples: quando a boia abaixa, ela é acionada, e que para corrigir o problema é preciso avaliar se está sub ou superdimensionada e adequar as bombas para a dinâmica de consumo do prédio, ajustando o nível das boias e automatizando com medidores de quantidade de água e tempo de acionamento. Para o terceiro item, elevadores, já não é tão simples, pois envolve, muitas vezes, a necessidade da substituição dos equipamentos, já que só mais modernos garantem economia real de energia. Uma sugestão que sempre propõe é para a inclusão de um sistema de automação que destine somente um elevador, o que estiver mais próximo, ainda que os moradores acionem todos os equipamentos. “Além de reduzir o consumo de energia, isto contribui muito para aumentar a vida útil do elevador e diminuir os problemas de manutenção”, explica Freitas. O síndico do Condomínio Golfo do México fez isto e ficou satisfeito com o resultado. “Foi mais uma ação pela economia, contribuindo também para conscientizar as pessoas da importância de colaborar na redução das despesas. Falta educação para um consumo mais consciente”, afirma o síndico. Freitas concorda e diz que o Estado do Rio está atrasado. “Em São Paulo, a Eletropaulo tem uma preocupação imensa em orientar o síndico para a redução do consumo. Dão cursos e há toda uma estrutura para auxiliar o consumidor a diminuir a sua conta. Nosso pessoal vive fazendo cursos lá, mas não vemos isto aqui. Há muito que pode ser feito. Em indústria e comércio mais, mas também em condomínio e a maioria dos síndicos sequer sabe disso”, comenta. Sobre os aparelhos de ar condicionado, Freitas diz que são os maiores vilões dos condomínios comerciais, sendo outro item cuja solução envolve investimentos mais altos, pois, geralmente, só com a troca do sistema é possível reduzir, de forma significativa, o consumo de energia. “Mas, este é outro investimento de retorno garantido. Os novos equipamentos são mais eficientes e econômicos que os antigos”, afirma. Quando se é uma subestação O síndico Rhuy Gonçalves da Silva, do Edifício Avenida Central, no Centro do Rio, conhece de perto o problema. Quem reclama, não sabe o tamanho da conta de luz que ele tem que administrar. Com seus 34 andares, 1.061 salas e 194 lojas, o edifício possui 65 subestações de energia elétrica, mantém seis torres de resfriamento de água para o sistema de refrigeração, com seis centrífugas, e sua conta chega a 900 mil reais por mês. “Sabemos que o consumo poderia ser menor se o sistema de refrigeração fosse trocado. Os modelos mais recentes oferecem economia de um terço, a um quarto da energia, mas dependemos de condições financeiras para fazer a troca. Também existe a expectativa de climatizar a galeria, mas não podemos fazer às pressas, pois precisamos compatibilizar com a nossa receita”, lamenta o síndico, que também precisará fazer, em algum momento, a compra de transformadores. No passado, o edifício foi um dos pioneiros na adoção de equipamentos de eficiência energética, mas hoje precisa focar na manutenção para conseguir reduzir o consumo de energia elétrica e aumentar a vida útil dos equipamentos. “O consultor contratado pelo condomínio tem grande experiência e temos todo o controle da energia do prédio, que é cativa. Um tipo diferente do utilizado pela maioria, para o fornecimento de energia a um valor fixo mais baixo”, comenta. O consultor é Heraldo Borges Teixeira, responsável pela manutenção da parte elétrica do Edifício Avenida Central. “Recebemos a energia de alta tensão, que transformamos em baixa e distribuímos para todo o edifício. No passado, muitos dos grandes consumidores trabalhavam assim e só recentemente tornou-se possível migrar para o mercado livre. Há estudos que demostram que, com isso, a redução da conta pode superar os 20%. E é por isto que já está em nossos planos mudar”, conta. “É preciso fazer a comunicação com o fornecedor atual com seis meses de antecedência, e é isso que está nos impedindo de agir de imediato”, acrescenta. O síndico afirma que o trabalho do consultor é essencial. “Até com cobranças indevidas, pois ele avalia cada kw, cada centavo, fora do estabelecido. Contar com profissionais experientes é um trunfo, pois a alternativa de aumentar a cota pode aumentar a inadimplência e isto não nos ajudaria em nada”, afirma Rhuy, que é o síndico-administrador do prédio há 14 anos e condômino desde 1985. “Conhecemos bem o problema e fazemos muita economia, o que tem evitado uma conta ainda maior. Estamos substituindo as lâmpadas e já temos quase todo o edifício com led. Isto é essencial, pois o impacto da conta de luz representa 20% de nossa receita. Fizemos grandes esforços e tivemos bons resultados. Mas fomos pegos pelo aumento da tarifa”, reclama. Condomínios poderão gerar a sua própria energia Produzir energia continua muito caro e o sistema de bandeiras, que fez cair por terra muito dos esforços para reduzir a conta de luz, foi criado como um mecanismo para cobrir o elevado do custo com o acionamento de usinas termo-elétricas. Desde que foi criado, segue com a bandeira vermelha, a mais alta. Mantê-las em patamar menor depende do aumento do nível dos reservatórios. É por isso que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) segue orientando para que os consumidores combatam desperdícios e, no final do ano passado, aprovou mudanças permitindo que o consumidor, inclusive condomínios, instale pequenos geradores (tais como painéis solares fotovoltaicos e microturbinas eólicas, entre outros) e troque energia com a distribuidora local com objetivo de reduzir o valor da sua fatura de energia elétrica. As novas regras começaram a valer em 1º de março e são válidas para usinas de até 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras. O sistema funciona da seguinte forma: quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. O prazo de validade desses créditos é de 60 meses, sendo que eles podem também ser usados para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Na configuração condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras), a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. De acordo com a Aneel, o Brasil possui somente 33 empreendimentos de geração de energia solar em operação, responsáveis por 21.336 kW, o que corresponde a 0,02% do total do País. Com uma taxa de radiação solar das mais altas do mundo, é muito pouco. Mas já temos a primeira cooperativa de energia renovável. A experiência teve início no Morro da Babilônia e o financiamento para a instalação dos painéis veio por meio da Agência Estadual de Fomento […]

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Para Fazer Bonito

Saiba como atender à obrigatoriedade de cuidar das calçadas dentro das normas e em sintonia com os cuidados para deixar a cidade maravilhosa para os Jogos. As calçadas do município do Rio requerem cuidados e estes são de responsabilidade compartilhada. Praias, praças, canais e prédios de propriedade municipal, ficam sob a alçada da prefeitura, já aquelas que ficam na extensão dos imóveis, residências e estabelecimentos comerciais junto às vias, cabem aos proprietários. A obrigatoriedade é a de mantê-las sempre em perfeito estado de conservação. Recentemente, alguns condomínios foram notificados para recuperação do pavimento e retirada, ou substituição de fradinhos. É a Prefeitura de olho nos preparativos para receber pessoas de todo o mundo este ano. A preocupação é a de fazer bonito e todos estão sendo chamados a colaborar. Mas o que é preciso saber para atender ao chamado? A Prefeitura disponibiliza informações sobre manutenção e conservação, mobiliário e colocação de frades e jardineiras, entre outras informações, como a NBR 16.416/15 que entrou em vigor em setembro e trata dos pavimentos permeáveis de concreto para melhorar a drenagem da água da chuva. Elas estão na página da Seconserva (http://www.rio.rj.gov.br/web/seconserva), a mesma Secretaria que responde pelas fiscalizações, por meio de suas gerências regionais, identificando irregularidades e atendendo às solicitações feitas via 1746. As ocorrências mais frequentes são calçadas quebradas, buracos, ajardinados danificados, tampões com defeito e fradinhos fora do padrão. Nestes casos, os proprietários recebem notificação para executar o reparo em um prazo que varia entre 30 e 60 dias. A multa por descumprimento dependerá de cada caso. Aprovação e padronização Para frades e jardineiras, a solicitação para implantação, retirada ou substituição deve ser feita pelo site, ou em uma das gerências Seconserva de cada região. É preciso pedir a avaliação do local para aprovação. O Condomínio do Edifício Miguel Lemos, em Copacabana, recebeu uma notificação para retirar os fradinhos de concreto da calçada. O prédio de esquina, com passeio estreito, não tem interesse em ficar sem os obstáculos, pois eles servem para impedir estacionamentos irregulares que poderiam, inclusive, provocar acidentes. “Entramos em contato com a Secretaria e soubemos que há uma padronização para esses obstáculos e que foi por isso que fomos notificados a retirar os modelos antigos. Entramos, então, com um pedido para substituir os fradinhos por balizadores, de metal galvanizado, de acordo com o padrão aprovado pela prefeitura, conforme nos foi informado”, conta Alex Reis, gestor predial da Lowndes, que também é síndica do condomínio. Segundo Reis, a própria Seconserva, através da 3a. Gerência, se prontificou a fazer croquis da calçada, documento necessário para dar entrada no pedido de aprovação da obra. “No momento, estamos cotando preço para contratar a mão de obra que fará a remoção e o reparo necessário, antes da colocação dos balizadores”, conta. Todo o processo, da notificação até a autorização, levou cerca de um mês. “Acreditamos que, por ser de interesse da prefeitura, eles até facilitaram e a burocracia não foi tão grande”, avalia. Para a etapa de obras, a Seconserva também tem orientações específicas. “É preciso considerar os transeuntes e não causar riscos ou impactos à livre circulação. Sugerimos executar a reforma por etapas”, orienta Marco Aurélio Regalo, Subsecretário de Engenharia e Conservação. Especificações dependem de avaliação prévia Para realizar alterações é preciso procurar uma das 24 gerências da Secretaria. A mais próxima está apta a dar toda a orientação sobre o que é possível fazer, a partir dos padrões estabelecidos e outros detalhes. Trechos tombados e com projetos urbanísticos especiais não podem escolher obstáculos, ou o tipo de piso que quiserem. As restrições, de um modo geral, dizem respeito a piso muito liso, que possa provocar acidentes, obstáculos à livre circulação e a padronização do mobiliário objetivando impedir o estacionamento irregular. “O importante é que cuidados, inclusive estéticos, como a padronização de obstáculos, existam e que os cidadãos estejam atentos a eles para que a nossa cidade seja, de fato, maravilhosa”, afirma Marco Aurélio. Quando o dano é de responsabilidade de terceiros Danos causados por obras necessárias das concessionárias são problemas recorrentes, tanto que há uma lei determinando que é obrigação delas recompor as calçadas as condições em que a encontraram. Todas as questões devem ser relatadas via 1746, que controla todas as demandas, inclusive dando prazo para o atendimento. No caso do dano ser causado por um vizinho é preciso relatar o caso na gerência mais próxima para que se possa procurar identificar de quem é a responsabilidade e encaminhar a notificação para o real causador do dano. “É importante que todos entendam que são responsáveis por garantir a segurança e a circulação nas calçadas. Quem ferir esta regra, terá de responder por isso”, diz. Detalhes que importam - As calçadas devem ser construídas ao longo dos logradouros, a partir do alinhamento do meio-fio, sem descontinuidade ou desnível, formando um passeio contínuo para a circulação dos pedestres. No sentido transversal, devem ter uma pequena declividade para o leito da rua (1 a 2%) para o escoamento natural das águas de chuva. - No subsolo das calçadas há redes de gás, energia elétrica, água, esgoto e também cabos de transmissão de dados, entre outros. Por lei, as empresas precisam de autorização da Prefeitura para executar qualquer obra, ou serviço, sendo obrigadas a reparar as calçadas danificadas, entregando-as no mesmo estado em que as encontraram, conforme a licença expedida. O serviço mal executado é passível de multa. - As ligações de águas pluviais devem ser licenciadas nas Divisões de Conservação, assim como os pedidos de rebaixamento de lençol freático, sendo proibido executar ligação de esgotos sanitários ou de águas servidas sem tratamento nas galerias de águas pluviais. - Qualquer equipamento do mobiliário urbano (vasos ou canteiros de plantas, caçambas, lixeiras, bancos, cadeiras, grades, placas ou cavaletes) precisa de autorização da Prefeitura para ser colocado sobre as calçadas. Da mesma forma é preciso autorização para plantio, remoção ou poda de árvores. Qualquer intervenção sem prévia autorização pode motivar a aplicação de multa. Adeus aos empoçamentos Os pisos permeáveis de concreto passaram a contar com uma norma técnica. Entrou em vigor em setembro a NBR 16.416, determinando os requisitos mínimos de projeto, especificação, execução e manutenção deste tipo de piso. Indicados para áreas externas descobertas das edificações, como vias para pedestres, passeios, estacionamentos e vias de tráfego leve de veículos, os pisos permeáveis diminuem o escoamento superficial dos pavimentos e permitem a drenagem da água, sem que sejam causados danos à sua estrutura. Há diversos tipos de revestimentos, como peças de concreto com juntas alargadas, com áreas vazadas e até com placas moldadas no local. Entre os benefícios, além de eliminar o problema com poças d’água, eles ainda reduzem o calor.

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Planeje!

Preveja e organize a administração condominial e tenha uma gestão campeã em 2016 Todo final de ano é aquele aperto para fechar as contas. O que faltou fazer? O que poderia ter sido feito diferente? Aproveite as respostas e prepare-se para sair vitorioso neste ano de jogos olímpicos no Rio, que promete muitos obstáculos antes de se atingir a reta final. Crise política-econômica, eleições municipais, mudanças na cidade devido aos eventos olímpicos, tudo isto exigirá muita organização prévia. É hora de preparação. Seguindo a experiência das empresas Adotar um planejamento operacional pode fazer com que as respostas dadas agora sirvam para que, no final de 2016, tudo possa ser diferente. Esta é uma ferramenta de administração empresarial, que pode facilmente ser adaptada para o condomínio. O objetivo é comum: garantir transparência e correção nos processos, evitar perda de recursos, atrasos de trabalho, desperdício de tempo e de dinheiro. Além de organizar as rotinas, permite ao gestor manter o foco de sua atenção nos objetivos, tendo uma visão ampla do negócio. No caso do condomínio, a conservação, a qualidade dos serviços e a satisfação dos usuários em geral. E, é claro, a aprovação e o reconhecimento pelo trabalho realizado, traduzido em reeleição. O primeiro grande foco do bom gestor é conseguir identificar e aproveitar oportunidades. Para tanto, é preciso conhecer muito bem o condomínio e a administração condominial. Com isto é possível responder a algumas questões de um planejamento: Quando adquirir recursos como materiais ou pessoas? Quanto tempo demora para se conseguir que vejam o resultado do investimento? Quanto será preciso investir? O contexto macroeconômico é outro item importante. É preciso considerar inflação, juros, taxas, impostos e legislação: É uma boa época para começar um investimento? Como este contexto pode mudar e, com isso, influenciar o resultado esperado? Deve-se avaliar riscos e recompensas. O que pode acontecer ao longo de uma obra? Pode afetar a reserva de recursos ou a falta de materiais necessários? Quais atitudes podem ser tomadas? Pode parecer muito detalhado, mas dá uma ideia geral do quanto a definição das ações é facilitada quando se consegue ter uma visão ampla das necessidades, dos riscos envolvidos, dos benefícios e das possíveis variáveis para a sua realização. E quanto mais complexa e onerosa a ação pretendida, mais valoroso será o planejamento operacional. Ferramentas imprescindíveis - Gestão de pessoas “Todos que estão à frente de uma administração reconhecem: sem um bom time de funcionários, por mais que seja planejada, nenhuma ação funciona como deveria. É preciso identificar os talentos das pessoas que compõem a equipe: o que elas conhecem, quem elas conhecem e como são conhecidas. Colocando a pessoa certa no lugar certo, incluindo ações de estímulo, capacitação e treinamento, todas somarão para o resultado almejado. A relação com os demais contatos inerentes também merece atenção, como fornecedores, proprietários e locatários”, Ana Couto, coach e especialista em gestão de pessoas, da Lowndes. - Previsão orçamentária “Esta é uma ferramenta comum nos condomínios, mas que a partir de uma abordagem empresarial ganha outros contornos. O síndico deve planejar com antecedência, preparando uma previsão orçamentária adequada, para garantir o cumprimento do plano de trabalho, com capacidade de cobertura para os custos operacionais, inclusive impostos, reajustes de salário e aumento das contas das concessionárias. O diferencial é o entendimento mais amplo desta ação para a eficácia da gestão, usando a previsão como ferramenta para a melhor execução das atividades”, Catarina de Oliveira, Gerente de Qualidade da Lowndes. - Atenção aos limites legais “O planejamento deve considerar a legislação em vigor, políticas e procedimentos, no caso, a Constituição, o Código Civil, Art. 1331 ao Art. 1358, que concerne aos condomínios, a Convenção, o Regimento Interno, o que diz a consolidação das leis do trabalho e as convenções coletivas dos empregados em edifícios. Com o cruzamento de dados, a partir do e-Social e outras declarações já existentes, contemplar com correção a movimentação da contabilidade (débitos/créditos, entradas/saídas e saldos), incluindo as contas bancárias (extratos, recibos, depósitos, boletos, recursos em aplicação, juros, etc.). Assim o planejamento financeiro, é uma das ferramentas gerenciais que melhor resultado pode gerar para o necessário controle e transparência das finanças dos condomínios”, Paulo César, Contador da Lowndes. Passo a passo “Para sua elaboração, o primeiro passo é detalhar os custos reais do condomínio com: obrigações trabalhistas, contratos, concessionárias, seguros, etc. Depois, colocar estes dados em uma perspectiva de tempo, através do fluxo de caixa, adequando os custos à sazonalidade, ou seja, às variáveis ao longo do próximo exercício, considerando índices de inflação, inadimplência, dissídio coletivo dos empregados e outros itens que devem ser previstos. Esta planilha mensal demonstra o quanto é arrecadado e a expectativa de despesas, com detalhes, como gastos com fornecedores, funcionários, impostos e demais compromissos, cujo objetivo é fazer com que o condomínio arrecade regularmente cotas condominiais das unidades visando o pagamento dessas diversas despesas. Este instrumento permite também visualizar divergências que poderiam ter sido evitados, ou a evitar futuramente, e vislumbrar possibilidades de otimizar receitas, pensar em estratégias tanto para a economia de despesas quanto para a melhoria do fluxo de caixa. Vale lembrar que esta é uma das muitas atividades que uma boa administradora oferece a seus clientes, pois contribuiu com seu conhecimento técnico para a elaboração da principal ferramenta para constituição do planejamento financeiro eficaz do condomínio. Mas, para uma elaboração mais rápida e eficiente é importante que o síndico acompanhe todo o processo e mantenha comunicação constante com seu gerente. É do síndico o conhecimento mais profundo das rotinas e necessidades futuras do seu condomínio”, Marcelo Ribeiro, Consultor de Condomínio da Lowndes. Check-lists: Uma lista do que fazer para gerir mais fácil as rotinas Uma boa administração exige a disciplina de acompanhar a realização de pequenas tarefas cotidianas. Isto para poder corrigir os problemas assim que percebidos. Um check list é ainda de grande valor para a elaboração de relatórios de realizações, do próprio planejamento e para a aprovação de tudo isso junto aos condôminos. No site da Lowndes, na área reservada para clientes, há check lists disponíveis para baixar e imprimir. São listas de verificações diárias, item a item, formatadas como uma planilha, com espaço para anotações. Para sua correta utilização, um empregado deve ser instruído para executar a tarefa de percorrer o condomínio preenchendo os espaços com estas informações. Elas serão preciosas na hora de avaliar os eventos que se repetem anualmente, gastos maiores de acordo com cada época do ano, alterações nas despesas que devem ser previstas no planejamento, como demandas sazonais, como entrega de documentação legal - Dirf (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte) para a Receita Federal, com informações sobre imposto de renda e retenções, RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de todos os funcionários para o Ministério do Trabalho -, além de obrigações legais como limpezas de caixas d’água, dedetizações, vistoria dos para-raios, e ainda o clima das estações, optando por obras de pinturas e impermeabilizações em maio, depois da estação das chuvas, ou refrorma com os jardins na primavera, por exemplo. Todas estas ferramentas são maneiras de manter o foco na qualidade da gestão, ponto a ponto, não deixando escapar nenhuma oportunidade, realizando mais com os recursos que dispõe e obtendo melhores resultados. O ano de 2016 promete e será melhor para quem estiver melhor preparado. Prepare-se, pois já vai ser dada a largada.

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