Deu certo

Como novo de novo

Em um cantinho aprazível de Laranjeiras, quase no final de uma rua sem saída, está o Condomínio do Edifício Barão de Famalicão, um edifício da década de 60, cheio de charme. Bem construído, como a maioria das edificações mais antigas, o prédio de apenas quatro andares e oito apartamentos tem estrutura sólida e ampla em todas as suas áreas. E quem o vê hoje nem imagina que não faz muito tempo andou precisando de cuidados emergenciais. Situação que mudou totalmente nos últimos seis anos, depois da eleição do experiente síndico Damião Florêncio de Lima.

Eleito após ser indicado por integrantes da AMORA, a Associação de Moradores da Rua Ribeiro de Almeida, onde já gere outros dois condomínios, Damião iniciou uma rotina de cuidados sem descanso e o resultado é um prédio bonito por fora, pois foi recém pintado em suas fachadas internas e externas, e impecável por dentro, porque dos barriletes às instalações de incêndio e até os elevadores, o prédio foi inteiramente reformado.

Seguindo um padrão que acabou desenvolvendo com a prática, o síndico primeiro se apresentou a todos os moradores através de carta acompanhada de uma proposta de trabalho para resolver os problemas do prédio. As credenciais ele tinha, pois depois da aposentadoria, e com experiência profissional em manutenção predial, passou a gerir condomínios, unindo dedicação e experiência. E era justo disto que o Famalicão precisava. “Uma edificação pequena pode fazer parecer que não tem muita demanda. Mas não foi este o caso e o trabalho tem sido intenso desde que assumi”, conta Damião.

Adequação à lei em primeiro lugar

Da lista de afazeres, várias obras relevantes, como a substituição do para-raios, que se encontrava inoperante. E também cuidados urgentes para a correção e a melhoria das instalações do sistema contra incêndio. “Encontrei um trecho obstruído e fizemos a correção, mas depois descobrimos que mais um segmento da tubulação estava estourado”, lembra o síndico que encarou, sem se intimidar, os muitos desafios logo no início da gestão. “Estamos há quatro anos em obras, e ainda há o que fazer”, detalha.

Ainda para o item instalações de incêndio, foi criada uma reserva técnica nas caixas de água. “Isto porque as referidas caixas de água não tinham. Toda esta primeira fase de ações foi dedicada a adequar o edifício às exigências da lei”, acrescenta.

Para cumprir as exigências legais, o síndico instalou luz de emergência nas áreas comuns e nas escadas. E estas ainda ganharam corrimão. “Como pode ver, eram todos itens urgentes e fundamentais. E era de extrema importância realizá-los o quanto antes”, completa.

Modernização dos elevadores reduziu conta de luz

Resolvidos os problemas mais emergenciais, Damião voltou-se para medidas de economia. Com uma conta de luz alta e elevadores apresentando muitos defeitos, a opção foi pela modernização parcial dos equipamentos, com o aproveitamento de grande parte deles, visto que os equipamentos têm design de época. Foram substituídos o quadro de comando, o regulador de velocidade, as botoeiras internas e externas dotadas do sistema Braile e toda a fiação de acionamento, além disso foi feita a revisão da máquina de tração. O embelezamento ficou por conta de um tratamento especial da madeira no interior das cabines, para valorizar ainda mais suas características.

Antes ainda, o síndico substituiu a empresa de manutenção, depois que descobriu que a mesma estava com o seu credenciamento junto à RioLuz desatualizado. E só com estas iniciativas, o condomínio teve uma redução na conta de energia significativa. Damião ainda trocou o quadro do PC de luz e trocou bombas de recalque, além da tubulação de sucção. A casa de máquinas ficou impecável. Tudo novo e funcionando perfeitamente.

Ainda no que estabeleceu como prioridades, o síndico gradeou toda a extensão do condomínio, atento à questão da segurança. “O prédio é recuado e tem área de jardim coberto na frente, sob pilotis, onde por vezes amanhecia com um morador de rua dormindo ali. Com o gradeamento, garantimos maior proteção e uma separação necessária da área do condomínio e da rua”, afirma.

Em paralelo, o síndico busca aumentar a harmonia entre os condôminos. Para aproximá-los ainda mais, trocou o antigo sistema de interfonia, que antes não permitia que os vizinhos falassem uns com os outros.

E a lista de benfeitorias não para. Damião ainda refez toda a calçada da frente do prédio, já denominada pelo pessoal do local de calçada da fama, talvez como uma referência a um dos prédios vizinhos no qual nasceu o arquiteto Oscar Niemeyer. Os jardins, tanto o interno quanto o externo, são um caso à parte. São muito bem cuidados pelo Sr. João, o zelador do prédio, sobre quem o síndico fez questão de falar bem. “Ele cuida sozinho do prédio, mas quem vê não diz. Os vidros da portaria, por exemplo, brilham. E ele não pode ver uma vassoura. Está sempre varrendo, limpando. Não moro no prédio, mas posso ficar tranquilo, pois sei que temos um zelador que, de fato, cuida com muito carinho de tudo”, elogia.

Em 2014, o prédio fez a autovistoria e, apesar da expectativa de passar, caiu em exigência devido a problemas no telhado, no prisma de ventilação e nas fachadas de frente e dos fundos. O síndico não perdeu tempo e, logo em seguida, trocou, pelo menos, 50% das telhas, aproveitando ainda para impermeabilizar e cuidar dos rufos e substituir as cumieiras. Todos os itens apontados pelo laudo já foram feitos e o prédio trabalha agora naqueles ditos recomendáveis. Por isso, Damião já pediu nova vistoria para confirmar que o prédio está adequado. “Em edifício, se você não cuida dia a dia, acumula mesmo. É muita coisa por fazer. Desta vez caímos em exigência. Mas da próxima tenho certeza que passaremos com louvor”, garante. E isto só faz encher de orgulho o síndico. “É o trabalho que abracei e gosto de fazer. Faço isso com satisfação”, conclui.