Geração de energia solar já é realidade

Desde 2012, a micro ou minigeração de energia a partir de fontes renováveis é permitida no Brasil. A Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, permite o uso de fontes alternativas e sustentáveis de energia para uso próprio e ainda libera o fornecimento do excedente para a rede de distribuição, para […]

Desde 2012, a micro ou minigeração de energia a partir de fontes renováveis é permitida no Brasil. A Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, permite o uso de fontes alternativas e sustentáveis de energia para uso próprio e ainda libera o fornecimento do excedente para a rede de distribuição, para utilização dos respectivos créditos por até 5 anos.

O panorama é bom para prédios, com características propícias à geração de energia solar, realidade já presente em algumas construções da cidade do Rio de Janeiro. Este ano a geração de energia solar fotovoltaica no Brasil superou a marca de 2 mil megawatts, ultrapassando a geração por energia nuclear. Com isso, a energia solar passou a ser a sétima maior fonte de energia elétrica do país. Estudos revelam ainda que o Brasil é o décimo país que mais instala placas fotovoltaicas anualmente para geração de energia.

Contudo, especialistas apontam que existem alguns pontos de atenção para o sucesso na geração em condomínios: “É preciso considerar as características de cada telhado na elaboração do projeto fotovoltaico, considerando cada objeto que possa fazer sombra nos módulos, como caixas d’água, antenas ou platibandas, assim como a inclinação e orientação de cada telhado. Os módulos são ligados em série e caso algum módulo esteja instalado em área sombreada, além de gerar menos energia, ele impactará a geração dos demais. Para evitar essa situação, fazemos um estudo detalhado considerando a incidência solar e o sombreamento em cada módulo, hora a hora, nos 365 dias do ano”, explica Bruno Kohn, sócio-fundador da 499 Solar, empresa especializada na geração de energia solar. A 499 Solar é responsável pelo estudo de campo para levantar todas as características do telhado, pelo projeto e aprovação junto à concessionária de energia, pela instalação e pela manutenção do sistema.

Os condomínios que optarem pelas placas solares, terão também seu medidor atual substituído por um relógio bidimensional para a leitura da injeção de crédito. “Quando o condomínio resolve fazer este tipo de investimento, há estudos minuciosos de potencialidade de incidência de luz, da geração combinada, etc. Os condomínios que administramos que usam as placas, estão muito satisfeitos e cientes da importância dessa iniciativa para o meio ambiente e para as contas”, revela Francisco Lowndes, diretor da Lowndes Condomínios e Locações, administradora com sede no Edifício Lowndes localizado na Avenida Presidente Vargas que hoje gera energia solar vinda das placas. “Para a instalação tivemos que refazer alguns estudos da parte elétrica e dos cabos dos elevadores, item que geralmente é o mais custoso, mas nossa projeção econômica é muito favorável, estamos otimistas. Somos síndicos do Edifício Lowndes e conversamos muito com os demais condôminos para que todos aceitassem o projeto e foi o que aconteceu”, conta Francisco.

O valor das placas fotovoltaicas vem caindo com o aumento da procura e os benefícios no médio e longo prazos são imensuráveis tanto para o bolso quanto para o meio ambiente. O material das placas é bastante resistente (é o mesmo usado nos satélites) e a vida útil do material é de até 40 anos. A limpeza é fácil e pode ser feita manualmente.

Com a chegada dos carros elétricos e híbridos plug-in, a geração distribuída pode ajudar na implementação de rede elétrica de carregamento nas garagens. “Com este novo produto, os condomínios terão que adaptar suas garagens para oferecer a infraestrutura de abastecimento e controle dos gastos; e os carros serão mais um gatilho de consumo de energia”, conta Bruno.

O Edifício Lowndes, no Centro do Rio, já tem placas implementadas