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Para ser sempre o melhor cartão de visitas

No Condomínio RB1 o atendimento é feito por recepcionistas e, dentre elas, está uma que se mantém desde o lançamento do edifício comercial como legítima representante do imponente edifício, um dos mais importantes do Rio de Janeiro. Elisabeth do Rosário Batista tem mais de 18 anos à frente da recepção, onde supervisiona o trabalho de outras cinco recepcionistas, sempre com o mesmo comprometimento, razão de orgulho e satisfação do antes chefe direto e hoje cliente. É que o serviço foi terceirizado, mas, por condição imposta pela administração do condomínio, Elisabeth seguiu como supervisora. “Não poderia ser diferente, pois é muito competente, tendo sido sempre responsável em suas funções e dedicada ao bom atendimento aos condôminos e usuários”, elogia Adonai Carneiro, Coordenador Técnico e Patrimonial do RB1.

“Meus patrões são muito humanos, tanto do RB1 quanto da empresa. São profissionais com visão empresarial, mas também com relações humanizadas. Temos reuniões frequentes e trocamos muita informação, que recebem muito bem. Ouvem e temos a possibilidade de conversar para chegar a uma solução. São patrões presentes e isto é muito importante”, retribui Elisabeth, que antes de iniciar sua história no edifício, foi gerente de loja em um shopping de grande porte da Zonal Sul. Tendo cursado formação de professores, alia experiência e bom atendimento ao público, com disciplina e senso de liderança. Selecionada para o cargo de recepcionista, logo assumiu a função de supervisão. “Com a terceirização, a administração pediu que seguisse coordenando a equipe e, assim, a parceria estreita com a gestão interna foi mantida”, conta, destacando que o ex-chefe direto é hoje o cliente, mas, pelos tantos anos de trabalho juntos, é, antes de tudo, um amigo. “Aprendi e ainda aprendo muito com o Adonai”, diz.

Para Elisabeth, é no atendimento que está a sua motivação para buscar ser sempre melhor. “O papel de supervisão não mudou o meu modo de pensar. Quando você assume a coordenação depois de estar lado a lado com as mesmas pessoas, precisa saber lidar com isto. O que digo a elas é que ainda estamos juntas e que a única diferença é o peso da responsabilidade que passei a ter”, explica a supervisora, que ocupa a bancada de recepção, como as outras recepcionistas, e leva muito a sério esta função. “Aqui estamos à frente do único acesso ao prédio. Só permitimos a entrada se o usuário liberar. Mas, a partir do momento em que damos um crachá para uma pessoa, o segurança não tem o que fazer. É muita responsabilidade”, completa.

Ela comemora o fato de nunca ter acontecido qualquer problema de segurança ao longo dos 18 anos em que trabalha no prédio, afirmando não se deixar levar por isto. “Não tivemos qualquer situação de risco em razão de falhas no controle de acesso, mas a nossa atenção é a mesma dos primeiros tempos”, destaca.

Família e trabalho são suas paixões

Foi somente com a primeira gravidez, que a obrigou a sair do primeiro emprego e a buscar, quatro meses depois, uma oportunidade com horários mais regulares que permitissem acompanhar melhor o crescimento da filha, que Elisabeth chegou ao RB1. “E foi o melhor para a minha vida. O trabalho aqui só trouxe coisas boas”, afirma. Ela conta que sua maior satisfação é ter uma atividade em que pode conhecer e lidar com tanta gente, em uma rotina sempre dinâmica. “Pelo convívio com os usuários, e mesmo o estresse, que faz parte, é sempre muito estimulante”. O prédio é também o lugar onde conheceu seu segundo marido, com quem hoje tem um filho. “Sou muito feliz por ter trilhado este caminho e poder hoje contar esta história marcada por bons momentos. Isto aqui é a minha paixão”, completa.

Sua dinâmica de trabalho é de segunda a sexta em uma portaria que funciona das 7 às 20 horas. “Somos seis recepcionistas e procuro manter as escalas porque a pessoa também tem uma vida lá fora, e gosto de cuidar para que cada uma cumpra o seu horário, a fim de se liberar e ter sua vida organizada”, diz. Nem sempre isto é possível e rendições e mudanças podem ocorrer, mas a prontidão para reorganizar a equipe, é algo cuja experiência de Elisabeth facilita muito.

Na orientação às demais recepcionistas, que chegam muito jovens, diz que o cargo é uma passagem, destacando a importância de se ter objetivos. Ela conta que da época em que começou não ficou ninguém, muitas tendo sido contratadas para empresas instaladas no prédio. “A recepção dá visibilidade a seu trabalho e, ao destacar-se, ser convidada para assumir vagas em outros lugares é natural. Digo que é isto mesmo, que devemos buscar abrir caminhos, crescer. Quanto mais profissional for a postura de cada uma, melhor para o resultado geral do trabalho”, explica. Ela mesma nem pensa na possibilidade de sair, tamanha a identificação com a recepção do RB1. Mas enseja que as mais “meninas”, como diz, sigam sempre com objetivos elevados. “O desejo de ser melhor todos os dias é o que nos move. Eu sou melhor para a escolha que fiz, pela afeição que tenho por isto aqui. Mas querer ser melhor pode levar a trilhar novos caminhos. A escolha é de cada uma, seguir adiante ou não”.

Fora do horário de trabalho, Elisabeth gosta de pedalar e não abre mão de rodar com sua bike nas manhãs de sábado. Já o domingo é consagrado a família. “É o dia de um almoço diferente, de ir ao cinema com meus filhos, visitar um parente”, conta. Sem muito tempo para estudar, ainda espera um dia poder fazer cursos de idiomas.

Para quem tem interesse em trabalhar na área, destaca a simpatia, a educação e, acima de tudo, a postura, como pré-requisitos essenciais. “Quando chegamos a um lugar queremos ser bem recebidos. E com o outro não pode ser diferente. Somos seres humanos, todos temos nossos problemas, mas na recepção não podemos transparecer. Da mesma forma, não podemos nos deixar influenciar quando é o outro que chega com problemas”, orienta.

Para além disto, ressalta que o mais importante é o comprometimento, o entendimento de que você está representando o conjunto das empresas condôminas, a administração e de uma certa forma até a cidade, lembrando a época das Olimpíadas, quando a região onde está localizado o prédio recebeu tantos turistas. “Aqui somos referência, é um dos prédios mais conhecidos, uma locação das mais caras e requisitadas. Mas em qualquer recepção é você que está ali na frente. É o primeiro contato que, positivo ou negativo, pode influenciar visitante ou usuário. E tão importante quanto o visitante, é o cliente interno, e o tratamento deve ser igual. Temos que mostrar serviço tanto para um quanto para o outro”, conclui.