Porteiros

PRONTO PARA A ZELADORIA

ntônio Paulo da Silva trabalha como zelador do Edifício Timóteo da Costa, no Leblon, há um ano, depois de atuar como guardião de piscina e vigia noturno por mais de 20 anos, e de crescer vendo o pai à frente de um edifício. Zelador há pouco mais de um ano, é filho e irmão de porteiros. Ao chegar ao Rio, vindo do Ceará, há 36 anos, já teve início sua experiência. Foi morar no prédio em que o pai trabalhava, nas vizinhanças do edifício onde trabalha hoje. Aos treze anos, buscou a primeira oportunidade de trabalho, como boleiro em um clube próximo, o que o levou a buscar os cursos de guardião e operador de piscina, atividade que exerceu até 2015, grande parte deste período somando a esta atividade o emprego como vigia noturno. E é com base nesta experiência que se destaca nos cuidados com o Condomínio Timóteo da Costa. “Há alguns anos, quase não se ouvia falar em assalto na região. Hoje, todos os condomínios têm grades, câmeras e, ainda assim, todo cuidado é pouco. É a parte que mais exige dos profissionais em edifícios e sou bastente atento a isto”, afirma.

O Timóteo da Costa é um edifício com duas e entradas de garagem e a rotina de trabalho é intensa, especialmente, nos horários de maior movimento. “É bom que não ganho peso, estou sempre em forma”, brinca Antônio, um zelador de hobbys diferenciados. Ele gosta de nadar e de jogar tênis, atividades que adotou na experiência de trabalho no clube. Atualmente, um lazer que mantém nas folgas, jogando no Aterro do Flamengo ou no clube, onde volta em companhia de um morador. “Justamente, quem me trouxe para cá”, conta.

Quando propos a vaga, a úncia questão para Antônio foi se poderia levar a família, a esposa Regina e os filhos Lea, Marcos, Natanael e Rachel. Sabia que poderia dar a sua contribuir para o condomínio, a partir da vivência e do conhecimento que já tinha. E isto foi considerado pelos conselheiros para aprovar a sua contratação.

A atitude sempre positiva é citada pela representante da síndica, Keila Ferreira, que é só elogios ao funcionário: “Antônio é muito solícito e comprometido. Sempre com um sorriso no rosto, tem iniciativa, busca soluções para as questões, reportando apenas o que não pode resolver. Foi uma contratação bastante feliz do condomínio”, elogia.

“Sou grato a Deus, pois o trabalho em condomínio é muito bom. Tem períodos calmos e agitados, especialmente, quando tem mais de uma obra ao mesmo tempo. Mas é maravilhoso acompanhar tudo e, ao final, ver tudo pronto, sabendo que tudo aconteceu com tranquilidade, que correu tudo bem e todos estão satisfeitos”, afirma Antônio.

Outro período de muito trabalho, mas que agrada o zelador é o de férias, quando sempre há muito movimento. “É bom demais ver que a vida segue com segurança e tranquilidade. Afinal, acidente acontece quando a prevenção falha. Se está tudo bem é sinal de que o estou fazendo bem o meu trabalho”, diz.

O bom relacionamento com os moradores e com os colegas é outro motivo de alegria para ele. “O mais importante para mim é esta relação respeitosa, que é resultado do respeito que você tem pelo outro”, afirma, destacando que a disponibilidade de estar sempre aprendendo é outro fator que faz com que goste do trabalho em edifício. Para o zelador, em um edifício, mesmo para quem o viu ser construído, tem sempre algo novo a aprender, um equipamento mais moderno, uma nova rotina, que exige mais conhecimento. “Quem pretende trabalhar em condomínio deve saber que jamais poderá dizer que sabe tudo. Todos os dias, com cada pessoa, cada situação, se aprende mais um pouco”, garante.

Evangélico, atento à formação dos filhos, o mais velho estudando no Pedro II, e outra já se preparando para as provas para o mesmo colégio, Antônio diz que o lazer da família se resume a igreja e, por vezes, sair para comer uma pizza. “Eles adoram. Meu trabalho e a minha conduta aqui e em todos os lugares fazem parte de uma coisa só. Quero que cresçam com o aprendizado de uma vida responsável e sadia como eu cresci. E isto é o melhor que os pais podem dar através do seu próprio exemplo. Sou muito grato por este emprego que me permite seguir neste caminho e dar aos meus filhos as mesmas oportunidades que tive”, conclui.