Porteiros

Trajetória Vitoriosa

De faxineiro a porteiro e supervisor operacional, William de Oliveira da Silva trabalha no Condomínio Botafogo Easy Way, em Botafogo, desde 2008, e hoje é o supervisor operacional do edifício, o que inclui manter sob controle toda a rotina de portaria, manutenção e limpeza do edifício residencial. Sendo seu primeiro emprego de carteira assinada, sem nenhuma experiência em condomínio, teve uma chance e aproveitou. Aprendeu o serviço de limpeza, a rotina de portaria e foi promovido a supervisor, recebendo o reconhecimento da gerente, Cláudia Vieira Gomes, e da síndica, Célia Regina Gomes, tendo todo o apoio e orientação para seguir em frente.

Dedicado, fez cursos de portaria, de segurança e um intensivo de conversas com a gerente, que é pedagoga. “Com ela tive um verdadeiro curso particular”, conta. Logo que foi promovido, teve o acompanhamento dela por uns 6 meses e, desde então, o trabalho tem sido compartilhado. “Agora é uma via de mão dupla, com muitas trocas, e fico muito feliz com o desempenho dele, com o seu crescimento. É gratificante ver uma pessoa crescer”, afirma Cláudia. A gerente é só elogios. “Ele está sempre disposto, aberto a aprender e crescer. Se destaca pela juventude e alegria, mas também pela responsabilidade e compromisso”, diz.

O primeiro e maior incentivo veio antes ainda de conquistar uma vaga no Condomínio. “Já trabalhava como segurança para algumas lojas, mas sem carteira assinada, e foi o meu sogro que sugeriu que aceitasse a vaga de faxineiro para que tivesse um emprego regular. Ele não queria alguém para filha trabalhando sem estabilidade”, ri, contando que o sogro já não trabalha no prédio e que fez até uma festa quando soube da promoção.

Experiência como segurança e dedicação como trunfos

William nasceu e cresceu no Rio, no bairro do Leme, e tendo apenas uma irmã, serviços de faxina não fizeram parte de sua experiência e, por isso, chegou a temer não passar do prazo de experiência e frustrar a possibilidade de contratação. “Ajudou muito o suporte e orientação da Cláudia e também o da síndica. Lembro uma vez em que ela pegou a máquina de alta pressão e mostrou como funcionava, colocando as botas e tudo. Foi um aprendizado na prática”, lembra. Já quando passou a porteiro, encontrou alguma semelhança com o trabalho de segurança e sentiu-se mais seguro. “Depois que criaram a cabine blindada senti isto mais ainda e pude utilizar tudo o que já conhecia para o trabalho no condomínio. Me identifiquei logo e gostei, especialmente, da escala de 12 x 36, que me permitia conciliar o trabalho como porteiro com outro, como segurança”, conta.

Mas, pouco depois, veio o convite para ser o supervisor operacional e, com um trabalho em horário comercial, teve que voltar a dedicar-se exclusivamente ao Botafogo Easy Way, mas juntando tudo o que aprendeu para melhor executar a função atual. “Gosto de desafios e foi mesmo um grande desafio. O novo cargo envolve uma responsabilidade muito maior”, afirma. Ele segue contando com a ajuda da chefia e, também, dos colegas. “A maioria está comigo desde o início, me ajudaram enquanto estive na faxina e depois na portaria. Conversamos sobre qual é meu papel, que é o de fazer com que tudo aconteça como a administração precisa, e que conto com eles para isso. Temos o regulamento e temos que cumprir e também fazer com que cumpram as regras. O morador pode não querer ler, mas nós temos que ter este conhecimento e respeitar o que está escrito, buscando fazer com que os demais entendam que são as normas do prédio. Que tê-las e respeitá-las é a melhor forma de viver com tranquilidade e segurança”, explica.

Incentivando a opção de trabalho

O supervisor também credita o bom desempenho dele e da equipe à boa administração, que tem como diferencial uma gestão muito próxima ao das empresas, com uso de tecnologias modernas, que instigam e estimulam a estar sempre se aprimorando. “Considero o trabalho em condomínio de uma multiplicidade de conhecimento muito grande, exigindo muito de quem quer ser um bom profissional. É uma escola de vida”, defende.

William, que também gosta de cozinhar e sonha em um dia ser um chef, indica o trabalho em portaria. “Vejam quantos lançamentos imobiliários, quantas vagas, quantas possibilidades?”, instiga, acrescentando que as exigências atuais fazem da profissão algo muito diferente do que já foi no passado. “Hoje, você precisa estudar, estar sempre se atualizando, mas, por outro lado, tem melhores salários, há benefícios e uma atividade em que nunca se cai na rotina”, afirma.

Para quem já pensou na possibilidade, ou ainda não, William aconselha buscar fazer cursos, alguns gratuitos, como os ministrados nos batalhões de polícia, e seguir se atualizando cada vez mais. Destaca ainda o tempo livre como uma vantagem sobre outras profissões. “Especialmente, na escala de 12 x 36, permitindo que tenha outra atividade ou estudo”, completa.

William utiliza suas horas livres para cozinhar e curtir a Giovanna, sua primeira filha, de três anos. “Ela adora churrasco e praia, como eu. Então, a família é o programa quando não estou no trabalho, assim como os amigos, pois moramos todos próximos. É uma vida boa esta que levo”, conclui.